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Glossario

Antrópico
Que resulta da ação do homem.

Área de Proteção Ambiental - APA
Unidade de conservação de uso sustentável destinada a conservar a qualidade ambiental e os sistemas naturais ali existentes, visando à melhoria da qualidade de vida da população local e, também, à proteção dos ecossistemas regionais. As APAs deverão ter sempre um zoneamento ambiental, que estabelecerá normas de uso, condições bióticas, geológicas, urbanísticas, agropastoris, extrativistas, culturais e outras, do local. Qualquer que seja a situação dominial de uma área, ela poderá fazer parte de uma APA.

Área de Relevante Interesse Ecológico - ARIE
Área que possui características naturais extraordinárias e abriga exemplares raros da biota regional, exigindo cuidados especiais de proteção por parte do Poder Público. São preferencialmente declaradas como ARIE, quando tiverem extensão inferior a 5 mil hectares e abrigarem pequena ou nenhuma ocupação humana, por ocasião do ato declaratório. Quando estiverem localizadas em perímetros de APAs, integrarão a Zona de Vida Silvestre, destinada à melhor salvaguarda da biota nativa prevista no regulamento das APAs. É uma unidade de conservação de uso sustentável.

Área Protegida
Superfície de terra e/ou de água especialmente consagrada à proteção e à manutenção da diversidade biológica, assim como dos recursos naturais e culturais associados, e manejada através de meios jurídicos ou outros meios eficazes.

Avaliação de Impacto Ambiental
Processo de avaliação dos impactos ecológicos, econômicos e sociais que podem advir da implantação de atividades antrópicas (projetos, planos e programas) e de monitoramento e controle desses efeitos pelo poder público e pela sociedade.

Balestra
Também conhecida como Besta é uma arma que dispara uma flecha. A Balestra é utilizada por pesquisadores para coletar amostras de pele e gordura das baleias para posterior análise. Usa-se uma flecha com ponteira de metal especialmente desenvolvida para este trabalho. Depois de tocar a baleia a flecha cai na água com a amostra de pele e gordura com cerca de 2 cm de comprimento retirada do animal. Esse procedimento não causa dor à baleia.

Banco dos Abrolhos
Alargamento da plataforma continental leste brasileira localizado entre o extremo sul da Bahia e norte do Espirito Santo, caracterizado por águas rasas e por abrigar a maior concentração de corais do Atlântico Sul. Na altura de Caravelas, onde o Projeto Baleia Jubarte possui uma base, o Banco dos Abrolhos apresenta uma largura excepcional de cerca de 200 km. A região é o principal berçário reprodutivo da baleia jubarte em todo o Atlântico Sul Ocidental.

Barbatanas
Placas de queratina presentes na boca de algumas baleias (misticetos) e que funcionam como um filtro através do qual as baleias separam o alimento da água do mar.

Batida de peitoral
Tipo de comportamento observado para as baleias jubarte, que consiste na movimentação repetida de uma das nadadeiras peitorais para fora da superfície da água, produzindo ruídos característicos na água.

Bioacústica
É o estudo dos sons de origem biológica.

Biodiversidade
O termo biodiversidade tornou-se conhecido a partir do livro organizado por Wilson e Peter (1988). Foi adotado com rapidez e sua presença na literatura científica cresceu desde então de forma contínua. Essa incorporação veloz também aconteceu na imprensa, já a partir da preparação da Conferência Rio-92. Desde então, “biodiversidade” e “diversidade biológica”, que são sinônimos, estão incorporados ao idioma comum. Esta ampla adoção do termo se deu sem o estabelecimento consensual de seu significado. Há dúvidas em torno do sentido exato e dos limites do conceito, e algumas delas não são triviais (Gaston, 1996). Em seu artigo 2, a Convenção de Diversidade Biológica define biodiversidade como “a variabilidade entre organismos vivos de qualquer origem incluindo, entre outros, ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos, e os complexos ecológicos de que fazem parte; isto inclui diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas”.

Biologia
Estudo dos organismos vivos e dos processos de vida, que inclui origens, classificação, estrutura, atividades e distribuição.

Bioma
São amplos espaços caracterizados por um mesmo tipo de vegetação onde vive um determinado conjunto de espécies da fauna. Os biomas são divididos em ecossistemas por que suas características podem variar um pouco em cada local. O Brasil está dividido em seis biomas: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Campos Sulinos. Há também os biomas aquáticos, em rios, lagoas e mares.

Biosfera
Parte do planeta capaz de sustentar a vida. Vai desde elevações de aproximadamente 10.000 m acima do nível do mar até o fundo do oceano e algumas centenas de metros abaixo da superfície da Terra. A biosfera consiste na hidrosfera, a atmosfera mais baixa (troposfera), e na superfície da litosfera, que são habitadas por organismos metabolicamente ativos.

Biota
1) Flora e fauna de uma região ou período específicos.
2) Reunião total de organismos na biosfera.

Borrifo
Depois de mergulhar, as baleias sobem à superfície. Elas expelem o ar quente e úmido dos pulmões pelas narinas, que ficam no alto da cabeça, e inspiram novamente antes de descer. Em contato com a atmosfera, esse ar quente se transforma em partículas de água que formam um grande borrifo. O borrifo muda de formato e altura média de acordo com a espécie.

Caça Científica
Modalidade de caça as baleias prevista pela CIB para a realização de pesquisas científicas. Diferente da caça comercial, cujas cotas de caça são estabelecidas em conjunto pelos países membros da CIB, cada país pode estabelecer sua própria cota de caça para realização de pesquisas científicas. Esta modalidade não era utilizada até que após a aprovação da caça comercial o Japão iniciou um programa de “pesquisa” no qual se outorgou o direito de caçar milhares de baleias minke para pesquisa. Após a coleta de amostras para pesquisa o Japão destina toda a carne e o óleo para venda comercial para “reduzir os custos” da pesquisa.

Cetáceos
Ordem de mamíferos aquáticos à qual pertencem as baleias, botos e golfinhos. É dividida em duas sub-ordens: os cetáceos com barbatanas (misticetos) e os com dentes (odontocetos).

Chapeirão
Formação coralígena típica da região dos Abrolhos. São colunas de coral de até 20 metros de altura que se erguem abruptamente do fundo e se abrem em arcos perto da superfície, podendo chegar a 50 metros de diâmetro, como imensos cogumelos submarinos. A principal espécie formadora dos chapeirões é o coral-cérebro Mussismilia braziliensis, espécie endêmica do Banco dos Abrolhos.

CIB
A Comissão Internacional Baleeira ou International Whaling Commission (IWC) em inglês é uma organização internacional instituída pela Convenção Internacional para a regulação da atividade baleeira, firmada em Washington, em 2 de dezembro de 1946. Hoje, a maior parte dos países que integram a CIB – são 88 no total – são contra a caça de baleias, a exemplo do Brasil.

Comunidade Biótica
Conjunto de todos os organismos vivos vivendo em conjunto e interatuando numa determinada área.

Conservação
Administração de recursos naturais para fornecer o benefício máximo por um período de tempo estável com o mínimo impacto ambiental possível.

Conservacionista
Corrente de pensamento que caracteriza a maioria dos movimentos ambientalistas, sendo alicerce de políticas de desenvolvimento sustentável.

Corais
Termo geral que designa os membros da classe cnidária dos antozoários, cujos pólipos depositam estruturas calcárias de carbonato de cálcio. O termo inclui formas com esqueletos internos, como o coral-negro Antiphates, bem como corais macios, que têm espículas de carbonato de cálcio em seus tecidos, mas nenhuma massa óssea. Os corais rochosos formam exosqueletos calcários, que são, com freqüência, maciços e contribuem na formação de recifes de corais em águas rasas e quentes. Os corais são geralmente coloniais, mas algumas espécies têm pólipos solitários. Todos os corais são extremamente sensíveis à poluição e à predação; muitas espécies estão ameaçadas em virtude de seu uso industrial, do turismo indiscriminado e da exploração de hidrocarbonetos, como petróleo e gás. O litoral brasileiro abriga uma das maiores concentrações de recifes de corais ainda preservadas de todo o Atlântico Sul, o Banco dos Abrolhos.

Desenvolvimento sustentável
Prática de desenvolver a economia sem esgotar recursos da natureza, permitindo a satisfação das necessidades das gerações presentes, sem comprometer às das gerações futuras. Pretende-se com esta mentalidade, otimizar cada vez mais recursos naturais no processo de desenvolvimento da economia global.

Diversidade
1) Número de espécies diferentes e sua relativa abundância numa área. A diversidade é medida da complexidade de um ecossistema, e muitas vezes uma indicação de sua idade relativa. Comunidades recém-estabelecidas têm pouca diversidade; as comunidades mais antigas, mais estáveis, têm geralmente alta diversidade.
2) Número de hábitats existentes numa determinada área.

Ecologia
Ramo da biologia que estuda as relações entre os organismos vivos e entre os organismos e seus ambientes. Deriva das palavras gregas “oikos”, que significa “casa”, e “logos”, termo que designa “estudo”.

Ecossistema
Unidade de natureza ativa que combina comunidades bióticas e ambientes abióticos, com os quais se integram. Os ecossistemas variam muito em tamanho e características. Também chamado de biogeocenose.

Emalhamento
Quando um animal fica preso em uma rede ou outro artefato de pesca. O emalhamamento é uma das causas de morte e encalhe de baleias e outros animais marinhos.

Endêmico
De ocorrência restrita a uma determinada área.

Escorte
Termo originário do inglês “escort” que significa acompanhante. No que se refere à composição de grupo de baleias jubarte, o termo é empregado para designar o indivíduo adulto que acompanha fêmeas com filhotes. Estudos genéticos e de fotoidentificação realizados demonstram que esses escortes são geralmente machos.

Espécie
População que ocorre naturalmente, ou grupo de populações potencialmente híbridas, reprodutivamente isoladas (que não podem trocar material genético) de outras populações ou grupos.

Espécie ameaçada
Espécie com populações que estão declinando rapidamente em partes de seu âmbito, e que podem estar em perigo de se tornarem extintas em áreas específicas, como resultado de ações diretas ou indiretas dos humanos. A IUCN-União Mundial para a Natureza (www.iucn.org) e o IBAMA (www.ibama.gov.br) elaboram periodicamente listas de espécies ameaçadas de extinção. São categorizadas pela IUCN como: “criticamente em perigo”; “em perigo”; “vulnerável” .

Espécies cosmopolitas
Aquelas que se encontram distribuídas em todos os continentes com exceção da Antártida. O cosmopolitismo tem grande ocorrência principalmente em espécies aquáticas por causa da ligação entre os oceanos. A baleia jubarte, por exemplo, é uma espécie cosmopolita.

Espécie criticamente em perigo “Critically Endangered”
Espécie que corre risco extremamente alto de extinção na natureza em futuro imediato. Segundo a IUCN, as espécies criticamente em perigo sofreram uma redução do tamanho da população em 90% em 10 anos ou 3 gerações por causas conhecidas. Também podem ser descritas como população altamente fragmentada e em declínio. O termo é utilizado quando a população registra menos de 50 indivíduos maduros ou quando a probabilidade de extinção é estimada em 50% nos próximos 10 anos.

Espécie em perigo “Endangered”
Espécie que corre risco muito alto de extinção na natureza em futuro próximo. Segundo a IUCN, as espécies em perigo sofreram uma redução do tamanho da população em 70% em 10 anos ou 3 gerações, com causas conhecidas. População muito fragmentada e em declínio, que registra menos de 250 indivíduos maduros e a probabilidade de extinção é estimada em 20% nos próximos 20 anos.

Espécie exótica
1) Espécie que não é nativa de uma área.
2) Espécie de vegetal ou animal que foi introduzida numa área ou região por meio da ação humana, mas que se naturalizou a ponto de se tornar autosustentável.

Espécie vulnerável “Vulnerable”
Espécie que corre alto risco de extinção na natureza a médio prazo. Segundo a IUCN, as espécies vulneráveis sofreram redução do tamanho da população em 50% em 10 anos ou 3 gerações, com causas conhecidas. População fragmentada e em declínio, que registra menos de 1000 indivíduos maduros e a probabilidade de extinção é estimada em 10% nos próximos 100 anos.

Espécies bandeira
São espécies muito populares e carismáticas, que simbolizam uma região e, em razão de seu apelo público, servem como importantes ferramentas para a proteção do hábitat de várias outras formas de plantas e animais.

Estação baleeira
Local para matança de baleias, utilizadas para uso comercial. No Brasil utilizava-se também o termo Armação.

Estuário
Ambiente aquático de transição entre o rio e o mar.

Etologia
Ramo da biologia que estuda o comportamento dos organismos vivos.

Evolução
Processo pelo qual todos os organismos existentes se desenvolvem a partir dos primeiros por meio de mudanças nas características herdadas por muitas gerações.

Exposição caudal parada
Comportamento comum da população de baleias jubarte que migram para o Brasil. É quando a baleia fica de cabeça para baixo com a cauda para fora da superfície, de forma fixa, por alguns minutos.

Família
Grupo taxonômico abaixo de uma ordem e acima de um gênero. Os nomes de famílias podem ser reconhecidos por seus sufixos: os nomes de famílias de animais terminam em –ídeos (como nos gêneros de ursos pertencentes à família dos ursídeos), e os nomes de famílias de plantas geralmente terminam em –áceas (como em todos os membros da família de urze, as ericáceas)

Fatores abióticos
Fatores não vivos de um ecossistema que influenciam no meio biótico como, por exemplo, temperatura, pressão, pluviosidade e relevo.

Fauna
Todos os animais de uma região ou era particular. Por exemplo, a fauna brasileira.

Filo
O agrupamento taxonômico mais alto no reino animal, correspondendo a uma divisão dentro do reino vegetal. Um filo é formado por várias classes intimamente relacionadas. Os nomes latinos dos filos geralmente terminam em –a, como em Porífera (poríferos), Cnidaria (cnidários), Arthropoda (artrópodes), Mollusca (moluscos), e Chordata (cordados). Os nomes latinos dos filos dos fungos terminam em –mycota, como em Ascomycota (ascomicetos) e Basidiomycota (basidiomicetos). Os nomes latinos dos filos das plantas terminam em –ophyta, como em Cycadophyta (cicadófitas), Coniferophyta (coniferófitas) e Angiospermophyta (angiospermófitas). Os filos das moneras têm várias terminações, freqüentemente não latinizadas.

Filogenia
História evolucionária ou do desenvolvimento de uma espécie ou grupo mais altos de organismos.

Fotoidentificação
Técnica não invasiva e de baixo custo, que consiste na identificação de indivíduos de uma população específica de uma determinada espécie por meio da fotografia. A identificação individual permite compreender um pouco melhor certos parâmetros ecológicos como o tamanho populacional, as rotas migratórias, a residência, as preferências de habitat, a longevidade e a estrutura populacional e se baseia em marcas naturais e cortes característicos localizados em diversas partes do corpo. Entre os cetáceos, costuma-se utilizar a nadadeira dorsal para a identificação de golfinhos e a nadadeira caudal para a identificação das baleias de barbatana.

Gênero
Um grupo de espécies semelhantes ou intimamente ligadas; agrupamento taxonômico de organismos que se situam abaixo da família e acima da espécie. O nome do gênero é o primeiro nome científico (latino) de uma dada espécie. Os nomes do gênero sempre começam com letra maiúscula e são grafados em itálico ou sublinhado.

Genética
Ramo da biologia que estuda a hereditariedade, a maneira como as variações são transferidas às gerações sucessivas e a maneira como a informação contida dentro do material genético é expressa nos indivíduos.

Gestão Ambiental
É um processo de mediação entre interesses de atores sociais voltado ao uso ou conservação de um recurso.

Habitat
Lugar onde um animal ou planta vive ou se desenvolve, geralmente diferenciado por características físicas. São hábitats, por exemplo, os desertos, os lagos, os mares e as florestas.

Hotspots
O conceito Hotspot foi criado em 1988 pelo ecólogo inglês Norman Myers para resolver um dos maiores dilemas dos conservacionistas: quais as áreas mais importantes para preservar a biodiversidade na Terra? Ao observar que a biodiversidade não está igualmente distribuída no planeta, Myers procurou identificar quais as regiões que concentravam os mais altos níveis de biodiversidade e onde as ações de conservação seriam mais urgentes. Ele chamou essas regiões de Hotspots. Hotspot é, portanto, toda área prioritária para conservação, isto é, de rica biodiversidade e ameaçada no mais alto grau. É considerada Hotspot uma área com pelo menos 1.500 espécies endêmicas de plantas e que tenha perdido mais de 3/4 de sua vegetação original. Em 1988, Myers identificou 10 Hotspots mundiais. De 1996 a 1999, o primatólogo norte-americano Russell A. Mittermeier, presidente da CI, ampliou o trabalho de Myers com uma pesquisa da qual participaram mais de 100 especialistas. Esse trabalho aumentou para 25 as áreas no planeta consideradas Hotspots. Juntas, elas cobrem apenas 1,4% da superfície terrestre, mas abrigam mais de 60% de toda a diversidade animal e vegetal do planeta. No Brasil há dois Hotspots: a Mata Atlântica e o Cerrado.

Ictiologia
Ramo da ciência que estuda os peixes.

Impacto ambiental
Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia, muitas delas por meio de ações antrópicas.

Isóbata
Curva usada em mapas para representar o mapeamento dos pontos da mesma profundidade em oceanos e lagos com grandes dimensões.

Krill
Pequenos crustáceos que se assemelha ao camarão. Ele é o principal alimento das baleias jubarte na região Antártica. A principal espécie é Euphasia superba.

Mamíferos
Classe dos vertebrados que se caracterizam pela presença de glândulas mamárias que, nas fêmeas, produzem leite para alimentação dos filhotes (ou crias), e pela presença de pêlos. São animais endotérmicos, ou seja, de temperatura constante.

Manejo de Unidades de Conservação
É o conjunto de ações e atividades necessárias ao alcance dos objetivos de conservação de áreas protegidas, incluindo as atividades fins, tais como proteção, recreação, educação, pesquisa e manejo dos recursos, bem como as atividades de administração ou gerenciamento. O termo gestão de uma unidade de conservação pode ser considerado sinônimo de manejo da mesma.

Manejo dos recursos naturais
É o ato de intervir, ou não, no meio natural com base em conhecimentos científicos e técnicos, com o propósito de promover e garantir a conservação da natureza. Medidas de proteção aos recursos, sem atos de interferência direta também fazem parte do manejo.

Manguezais
Sistemas ecológicos que apareciam nos litorais marinhos, dominados por espécies vegetais incentivadas por micronutrientes arrastados pelas chuvas e trazidos dos solos férteis. A ocorrência desses vegetais gera intensa vida animal de pequeno porte, inclusive microscópica, que prolifera, em virtude da maré e das ondulações do mar que oxigenam o sistema e da luz solar que propicia a fotossíntese, incentivando o crescimento vegetal. Habitat de alguns peixes, moluscos e crustáceos.

Milling
Comportamento da baleia jubarte que indica movimento sem direção definida.

Monitoramento
É o acompanhamento periódico, por observações sistemáticas de um atributo ambiental, de um problema ou situação, pela quantificação das variáveis que o caracterizam. O monitoramento determina os desvios entre normas preestabelecidas (referenciais) e as variáveis medidas.

Moratória à caça
Foi estabelecida pela CIB e passou a vigorar a partir de 1986, suspendendo a caça comercial de baleias em todo o mundo. Prevista para durar inicialmente 5 anos visava permitir que as populações de baleias pudessem se reproduzir neste período e aumentar suas populações. A moratória não proíbe a caça de baleias por populações aborígenes (como os esquimós) e nem a chamada “caça científica”.

Parque Nacional
São áreas geográficas extensas e delimitadas, dotadas de atributos naturais excepcionais, objeto de conservação permanente. Geralmente de propriedade estatal, tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos
São áreas geográficas extensas e delimitadas, dotadas de atributos naturais excepcionais, objeto de conservação permanente. Geralmente de propriedade estatal, tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.

Parque Nacional Marinho dos Abrolhos
O primeiro parque nacional marinho do Brasil. Um dos principais celeiros de biodiversidade do Brasil, tem uma área de cerca de 91.300 hectares, foi criado pelo Decreto nº 88.218, de 6 de abril de 1983, e compõe o bioma Marinho. O parque é composto por duas áreas separadas, uma sobre o recife de Timbebas e outra que engloba o parcel dos Abrolhos e cinco ilhas do arquipélado dos Abrolhos. A ilha de Santa Bárbara não faz parte do parque e está sob jurisdição da Marinha do Brasil, que mantém lá a rádio-farol de Abrolhos. O Parque é, desde 2003, um Posto Avançado da Reserva de Biosfera da Mata Atlântica (RBMA). Para que uma área seja reconhecida como tal é necessário que seus responsáveis desenvolvam pelo menos duas das três funções básicas da Reserva: conservação da biodiversidade, promoção do desenvolvimento sustentável em suas áreas de abrangência e pesquisa científica, educação e monitoramento permanente.

Península Antártica
Área de alimentação da baleia jubarte. A península antártica é uma região montanhosa localizada no hemisfério ocidental próximo a América do Sul, considerada uma extensão da Cordilheira dos Andes.

Plano de Gestão
Conjunto de ações pactuadas entre os atores sociais interessados na conservação e/ou preservação ambiental de uma determinada área, constituindo projetos setoriais e integrados contendo as medidas necessárias à gestão do território.

Plano de Manejo
Documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais de uma unidade de conservação, se estabelece o seu zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, incluindo a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da Unidade, segundo o Roteiro Metodológico.

Plataforma continental
Plataforma submarina pouco profunda localizada nas margens de um continente.

Ponto fixo
Método de observação realizado a partir de estações fixas em terra. Apresenta a vantagem de não causar interferência sobre o animal ou grupo de animais.

População Tradicional
População humana que vive há pelo menos duas gerações em um determinado ecossistema, em estreita relação com o ambiente natural, dependendo de seus recursos naturais para a sua reprodução sociocultural, por meio de atividades de baixo impacto ambiental.

Preservacionismo / Preservar
Conceito mais radical do que o conservacionismo defende a proteção da natureza independentemente de seu valor econômico e/ou utilitário. Propõe a criação de santuários intocáveis que não sofram interferências relativas aos avanços do progresso e sua consequente degradação.

Proteção Integral
Manutenção dos ecossistemas livres de alterações causadas por interferência humana, admitindo apenas o uso indireto dos seus atributos naturais.

Recifes
Proeminência ou massa de rochas ou de coral (ou de um banco de areia estendido) junto à superfície de oceano.

Recurso Natural
Toda matéria e energia que ainda não tenha sofrido um processo de transformação e que é usado diretamente pelos seres humanos para assegurar as necessidades fisiológicas, socioeconômicas e culturais, tanto individual quanto coletivamente.

Recursos Ambientais
A atmosfera, as águas interiores, superficiais ou subterrâneas, os estuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a flora.

Recursos Biológicos
Recursos genéticos, organismos ou partes destes, populações ou quaisquer outros componentes bióticos de ecossistemas, de real ou potencial utilidade ou valor para a humanidade.

Recursos Genéticos
Material genético de valor real ou potencial.

Rede de bolhas
Estratégia alimentar empregada por algumas populações de baleias jubarte nas áreas de alimentação, que consiste na eliminação de bolhas por diversos indivíduos quando submersos, formando uma rede ou cortina que cerca e prende o cardume de krill e pequenos peixes.

Refúgio de Vida Silvestre
Categoria de Unidade de Conservação que tem o objetivo de proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória.

Reserva Biológica
Área essencialmente não perturbada por atividades humanas que compreende características e/ou espécies da flora ou fauna de significado científico e tem por objetivo a proteção de amostras ecológicas do ambiente natural para estudos científicos, monitoramento ambiental, educação científica e manutenção dos recursos genéticos em estágio dinâmico e evolucionário. Compreende uma das categorias de unidades de conservação de proteção integral.

Reserva da biosfera
Ecossistemas terrestres ou costeiros onde se buscam conciliar a conservação da biodiversidade com o seu uso sustentável.

Reserva de Fauna
Área que contém habitat de espécies nativas da fauna silvestre, onde seja possível a observação por turistas, investigação científica e educação sobre o meio ambiente. Tem como objetivo a obtenção de proteínas ou produtos de vida silvestre, além da contemplação da fauna, investigação e educação.

Reserva Ecológica
O artigo 1º da Resolução CONAMA nº 004/85 diz que: "são consideradas reservas ecológicas as formações florísticas e as áreas de florestas de preservação permanente mencionadas no artigo 18 da lei federal nº 6.938/81, bem como as estabelecidas pelo Poder Público".

Reserva Extrativista
Área que corresponde a espaços destinados à exploração autosutentável e conservação de recursos naturais renováveis, por população extrativista. É criada pelo Poder Público em espaços territoriais de interesse ecológico e social. É uma unidade de conservação de uso sustentável.

Reserva Florestal
Área extensa, desabitada, de difícil acesso e em estado natural. Tem por objetivo a proteção dos valores dos recursos naturais para uso futuro e o impedimento de atividades de desenvolvimento até que sejam estabelecidos outros objetivos de manejo ou simples extinção.

Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN)
Área de domínio privado em que, no todo ou em parte, sejam identificadas condições naturais primitivas, semiprimitivas e recuperadas, ou cujas características justifiquem ações de recuperação do ciclo biológico de espécies da fauna e da flora nativas do Brasil. Devem ser assim reconhecidas e registradas pelo IBAMA, por determinação do proprietário e em caráter perpétuo. O imóvel será reconhecido como RPPN através de portaria da Presidência do IBAMA.

Salto
Comportamento descrito para diversas espécies de cetáceos, que consiste na exposição de todo o corpo ou porção considerável deste, para fora da superfície da água, com produção de ruído característico e movimentação de água (“splash”) quando o animal cai novamente na água por ação da força da gravidade. Não se sabe ao certo qual a função do salto. Acredita-se que o som provocado pelo impacto do corpo do indivíduo na água pode representar uma estratégia de comunicação – uma forma de chamar a atenção de outros indivíduos ou grupos. O salto pode ainda constituir uma forma de eliminar parasitas e cracas que ficam aderidos ao corpo do animal, ou ainda uma oportunidade de observar o que acontece sobre a superfície.

Spy hope
Termo em inglês utilizado para descrever o comportamento de cetáceos que expõem a porção anterior do corpo num plano perpendicular a superfície da água, como se “espiassem” o ambiente ao redor.

Seleção natural
Mecanismo proposto na teoria darwiniana para explicar a evolução. Os novos caracteres surgem de mudanças genéticas espontâneas nas populações. Esses caracteres que persistem são os mais bem adaptados ao ambiente corrente, porque os organismos com tais caracteres são mais adaptados a sobreviver e a se reproduzir do que os organismos sem eles.

Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC)
Conjunto organizado de áreas naturais protegidas por meio de Unidades de Conservação federais, estaduais, municipais e particulares que, planejado, manejado e gerenciado como um todo e constituído de forma a abranger comunidades bióticas geneticamente sustentáveis é capaz de viabilizar os objetivos nacionais de conservação.

Taxonomia
Ciência da classificação aplicada a organismos (vivos ou extintos). A classificação de organismos individuais ou de grupos mais elevados baseia-se na anatomia, morfologia, característica material genético (cromossomos, genes e ácidos nucléicos), relações bioquímicas (como a estrutura protéica, os percursos metabólicos) e a análise estatística para interpretar combinações das características acima.

Transecção linear
Método utilizado para estimar a população de um determinado animal a partir de um padrão estabelecido de distância e profundidade.

Unidades de conservação (UCs)
As Unidades de Conservação são porções delimitadas do território nacional especialmente protegidas por lei por abrigarem elementos naturais de importância ecológica ou ambiental. Em geral, ao se definir uma área a ser protegida, são observadas suas características naturais e estabelecidos os principais objetivos de conservação e o grau de restrição à intervenção antrópica. Esta área será, então, denominada segundo uma das categorias de Unidade de Conservação previstas por lei, das quais as principais são: Parque Nacional, Estação Ecológica, Reserva Biológica, Área de Proteção Ambiental,

Reserva Extrativista e Área de Relevante Interesse Ecológico.
Unidades de Conservação de Proteção Integral
Nova designação para as Unidades de Conservação de Uso Indireto.

Unidades de Conservação de Uso Indireto
São aquelas Unidades onde está totalmente restringida a exploração e o aproveitamento econômico direto dos seus recursos naturais, podendo haver apenas o aproveitamento indireto de seus benefícios.

Unidades de Conservação de Uso Sustentável
Unidades de Conservação de uso sustentável que objetivam compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável dos recursos naturais.

Variedade
1) Grupo de organismos semelhantes numa espécie que difere claramente de outros membros da espécie; uma subespécie, uma raça ou um filhote. Os organismos de uma variedade transmitem suas características a seu descendente, mas podem também se hibridar com outras variedades dentro da mesma espécie.
2) Usado informalmente para qualquer variação numa espécie de animal ou vegetal.

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