Pesquisa – Baleia Jubarte
Ocorrência e Distribuição na Costa Brasileira

As baleias jubarte (Megaptera novaeanglie) vêm ao Brasil todos os anos, entre os meses de julho e novembro, para se reproduzirem. Neste período, elas costumam frequentar águas mais rasas, preferencialmente com menos de 500 metros de profundidade. Existem registros de ocorrência de baleias jubarte do litoral do Rio Grande do Sul ao Pará, mas a maior concentração ocorre no Banco dos Abrolhos, situado entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo. Nesta região é possível encontrar mais de 80% das jubartes que visitam nossa costa. É também nesta área que a plataforma continental sofre um alargamento, mantendo as águas rasas até cerca de 200 quilômetros mar adentro.

A caça, considerada um dos motivos para a diminuição da população de baleias jubarte em todo o mundo, foi proibida em 1966. Com isso, há uma recuperação da população, que está reocupando antigas áreas de ocorrência. Já faz alguns anos é comum observar baleias jubarte nas proximidades de Salvador e sua presença em Sergipe está cada vez mais comum. O crescimento da população é estimado em cerca de 7% ao ano.

Uma das ferramentas de pesquisa para avaliação distribuição das jubartes na costa brasileira são os sobrevoos. Entre os anos de 2001 e 2004 foram realizados sobrevoos abrangendo o litoral da Bahia e do Espírito Santo desde a linha da praia até a isóbata de 500 metros de profundidade. Desde 2005, porém, estes sobrevôos abrangem uma área muito maior, que vai do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro e passaram a ser realizados a cada três anos. Este tipo de estudo, realizado sempre em setembro, mês considerado o auge da temporada reprodutiva da espécie no Brasil, permite cobrir uma grande área de mar em um curto período de tempo. Ele funciona como uma “fotografia” da distribuição das baleias na costa do Brasil. Com este estudo é possível propor a criação de Unidades de Conservação (Parques Nacionais, Refúgios de Vida Selvagem, etc.) em áreas de maior concentração de baleia, bem como avaliar se a implantação de atividades como portos e plataformas de petróleo podem afetar as jubartes.

Com a metodologia também é possível acompanhar o comportamento de alguns indivíduos específicos na costa brasileira por meio de sua identificação fotográfica. Isso por que a nadadeira caudal da jubarte funciona como uma “impressão digital”, ou seja, cada baleia tem sua nadadeira caudal única, com detalhes só seus. Ao ser fotografada, essa baleia passa a fazer parte de um catálogo de indivíduos identificados. Se um mesmo indivíduo for fotografado em diferentes pontos da costa brasileira, os pesquisadores podem entender de que forma as jubartes se deslocam pelo litoral do Brasil.
 

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